Chapter 3: O Presente
O apartamento deles, outrora um santuário de segredos, agora parecia um quartel-general após meses de preparação. A leve barriga de cerveja de João desaparecera, substituída por músculos definidos pela disciplina da academia e pelo chá de teína em pó que ele tomava religiosamente. O corpo de Aline, sempre elegante, ganhara curvas mais duras, uma densidade nova nos quadris e nos seios - efeitos colaterais desejados da testosterona que ela injetava semanalmente, com a mão firme de João aplicando a agulha na nádega direita. Seu rosto tinha uma qualidade mais nítida, a mandíbula um pouco mais quadrada, uma sombra escura e sedosa no lábio superior que ela depilava apenas para eventos de família. A libido dela não era mais baixa. Era um fogo subterrâneo, constante e fumegante.
Era sexta-feira. Seis meses exatos desde a noite do vibrador.
João vestiu a calça preta que Aline comprara para ele, apertada nos glúteos, combinando com uma camiseta cinza simples. Olhou-se no espelho do banheiro, passando os dedos pelo cabelo curto. O coração martelava contra as costelas. Aline apareceu atrás dele, refletida na luz amarelada. Ela usava um vestido preto justo, de manga comprida e decote quadrado, simples até a faixa de cós alta que terminava bem acima dos joelhos. O tecido acentuava cada curva nova. Seus cabelos pretos estavam soltos, oleosos de propósito, um visual descuidado que a fazia parecer perigosamente acessível.
"Nervoso?" ela perguntou, os olhos escuros brilhando com uma luz que ele só começara a ver nos últimos meses.
"Terrificado," ele admitiu, virando-se para ela. "E você?"
"Com vontade de cagar de medo," ela disse, e riu, um som rouco e genuíno. "Mas mais com vontade de ir."
O lugar não tinha placa. A entrada era uma porta de metal verde, descascada, ao lado de uma loja de conveniência fechada no centro da cidade. João digitou o código no interfone. Um clique, e a porta se abriu para um corredor estreito e mal iluminado, com paredes pintadas de preto. A música, um funk pesado e repetitivo, batia no peito. Um homem enorme, de braços tatuados e camiseta preta, assentiu para eles de trás de um balcão de acrílico rachado.
"Reserva do João," ele disse, a voz um rosnado.
O homem verificou uma lista em um iPad sujo de digitais. "Cabine Camarote. Três horas. Bebidas liberadas no frigobar. Regras estão na porta. Nada de câmeras. Nada de violência. O buraco abre às dez em ponto. De vocês para fora." Ele entregou duas pulseiras de tecido preto e um chaveiro com uma pequena chave de metal. "Corredor à esquerda, última porta."
O corredor era ainda mais escuro, apenas faixas de luz azul no rodapé. Portas com números discretos. Sons abafados vazavam por algumas: gemidos femininos altos, o impacto rítmico de corpos, vozes masculinas encorajando. O ar era quente, espesso, com o cheiro de desinfetante de pinho tentando e falhando em cobrir o aroma mais profundo de suor, sexo e silicone.
João enfiou a chave na fechadura da última porta. O interior era uma saleta mais espaçosa que ele imaginara. Uma parede era toda de espuma vermelha, gasta e marcada, com dois buracos perfeitos, um a cerca de um metro do chão, outro mais alto, na altura do peito de um homem em pé. Diante de cada um, um banquinho de couro sintético preto. A parede oposta tinha um grande espelho bidirecional empoeirado, refletindo suas próprias imagens pálidas e ansiosas. Um sofá de couro velho, manchado. Um telão de plasma parado com uma tela azul. Um frigobar barulhento encostado em um canto.
Aline parou no centro da sala, girando lentamente. real."
"É," João disse, trancando a porta por dentro. O som ficou um pouco mais abafado. Ele abriu o frigobar. Latas de cerveja, mini garrafas de vodca, energético, água. Ele pegou duas vodcas e misturou com energético em copos de plástico. "Toma."
Ela pegou o copo, seus dedos gelados tocando os dele. Bebeu metade de uma vez só, fitando os buracos na parede. "Quando...?"
"Qualquer momento depois das dez." João olhou o relógio. 21:47.
Sentaram no sofá. João ligou a TV, navegando até o canal interno do clube. Imagens granuladas de câmeras de segurança mostravam outras cabines, corpos indistintos se movendo, silhuetas se curvarem diante das paredes perfuradas. Ele desligou. O silêncio, preenchido apenas pela batida subterrânea da música, era pior.
"Me lembra da sua primeira vez," Aline disse de repente, virando o copo na mão.
"Na escada do prédio da sua avó?"
"Você estava nervoso assim. As mãos tremiam."
"Eu ainda estou nervoso," ele riu, sem humor. "E as suas mãos?"
"Geladas." Ela esticou a mão para ele. Ele a segurou. A aliança de ouro dela estava fria. "O que você acha que vai acontecer?"
"Você vai sentar naquele banco," ele disse, apontando para o mais baixo. "Um pau vai aparecer no buraco. Você decide o que fazer com ele." Sua voz falhou um pouco na última frase.
"E você?"
"Eu vou assistir. Te ajudar. Te beijar. Te encher de drinks." Ele sorriu, um sorriso tenso. "Eu vou... aproveitar o espetáculo."
As palavras penduraram no ar. Os minutos passaram. Eles beberam mais. A vodca acendeu um fogo no estômago de João, soltando amarras. Aline começou a falar, num fluxo de consciência intoxicado e excitado.
"Lembra daquele vídeo que a gente viu? O da morena com os dois caras na piscina? Eu sonhei com aquilo. Acordei com o pau latejando. E não era o seu pau, João, era a ideia de um pau que nem o daquele negro enorme, entende? Era a grossura. Acho que é a grossura."
João escutava, anotando mentalmente cada palavra como um cartógrafo desenhando um novo continente. Ele se levantou, foi até o banquinho mais baixo. A abertura era limpa, um círculo escuro e liso no centro da espuma vermelha. Ele se imaginou do outro lado. Um desconhecido. Vários. Um desfile de homens respondendo ao anúncio discreto que ele mesmo postara, com as fotos cuidadosamente editadas de Aline - só os lábios, o pescoço, a curva de um seio sob o vestido.
Às 22:05, uma sombra cortou a faixa de luz que vazava sob a porta deles. Algo arranhou levemente na madeira do lado de fora. Aline prendeu a respiração. Dois conjuntos de passos afastando-se. Algo estava escrito em um pequeno visor digital acima da porta que ele não notara antes: OCUPADO.
Então, sem cerimônia, algo apareceu no buraco mais baixo.
Era um pênis. Surgiu no vazio do buraco com uma lentidão teatral, já totalmente ereto. Era um pênis branco, de um homem mais velho - a pele tinha a textura de couro envelhecido, veias azuladas salientes. Era longo, mas magro, com uma cabeça bulbosa e roxa. O cheiro chegou primeiro: um aroma amadeirado de sabonete velho, misturado com algo ácido, suado.
Aline soltou um som, um suspiro cortado. Ela estava petrificada no sofá.
"É isso, amor," João sussurrou, se aproximando dela por trás, colocando as mãos em seus ombros. "Ele está aí. Só para você."
Ela balançou a cabeça, negativa, mas seus olhos estavam grudados naquela carne que pulsava levemente no ar estático da cabine. João a conduziu até o banquinho. Suas pernas dobraram mecânicamente. Ela sentou, de frente para a parede, sua altura perfeitamente alinhada com o buraco.
De perto, o cheiro era mais forte. O pênis estava bem cuidado, mas havia uma sardas escuras, pelos grisalhos na base. Aline olhou para trás, para João, seus olhos implorando. Ele ajoelhou ao lado dela, beijou sua têmpora.
"Você manda. Se quiser ir embora, a gente vai."
Ela respirou fundo, fechou os olhos por um segundo. Quando os abriu, havia uma determinação feroz neles, a mesma que ele vira quando ela terminava um projeto complexo no trabalho. Ela esticou a mão. Seus dedos, finos e elegantes, tocaram a parte superior do membro.
O pênis pulou, um movimento involuntário. Aline puxou a mão, assustada, depois soltou uma risadinha nervosa. "Ele está vivo," ela sussurrou.
"Toque de novo," João insistiu, sua própria excitação uma dor aguda na virilha.
Dessa vez, ela agarrou com mais firmeza. Era quente. Mais quente que ela esperava. Ela começou a mover a mão para cima e para baixo, um movimento hesitante. Do outro lado da parede, um gemido baixo e rouco foi ouvido, seguido por um estrangeirismo gutural.
"Está gostoso, puta. Faz assim."
A voz era velha, áspera, carregada de sotaque. Aline piscou, olhando para o buraco como se a voz pudesse materializar-se ali. A mão dela continuou movendo, ganhando confiança. João assistia, fascinado e humilhado ao mesmo tempo. Aquela mão, que segurara a dele no altar, agora trabalhava o membro flácido de um estranho fedorento. A volúpia era avassaladora.
"Do outro lado," a voz ordenou. "Boca. Agora."
Aline hesitou. Olhou para João. Seus lábios estavam entreabertos, seu rosto corado. Ele assentiu, quase imperceptivelmente.
Ela se inclinou para frente. O cheiro de sabão velho e carne encheu suas narinas. Ela levou a língua para fora, lambendo a cabeça roxa. O sabor era salgado, metálico. Ela gemeu, um som de nojo e prazer misturados. O pênis entrou em sua boca.
João viu seus lábios se alongarem em torno da circunferência. Era uma visão profana, mais intensa que qualquer filme. Ela começou a chupar, movimentos de vai-e-vem desajeitados no início, depois mais fluidos. A mão dela massageava a base, os dedos brincando com os testículos pesados que ela podia sentir pelo buraco.
"Ah, boa putinha. Assim. Mais fundo."
Aline obedeceu, afundando mais. Ela engasgou, um som molhado e abafado. Tirou, babando, ofegante. "É muito... ele tá muito no fundo," ela sussurrou para João, seus olhos marejados.
"Você consegue," ele disse, sua voz rouca. Sua mão desceu para a perna dela, subindo por baixo do vestido. Ela não usava calcinha. A sua virilha estava encharcada, o calor emanando através da seda do vestido.
Isso a incentivou. Ela voltou ao buraco, pegando o membro com ambas as mãos agora, guiando-o de volta para sua boca. Ela trabalhou com uma determinação febril, engolindo, babando, deixando a saliva escorrer pelo corpo dele. Do outro lado, o homem grunhia como um porco, palavras sujas e em idiomas que João não entendia.
Ele enfiou a mão dentro do vestido de Aline, achando seu clitóris inchado. Ela gemeu alto na boca do homem, a vibração fazendo o desconhecido grunhir de prazer. Ele a friccionou com força, rápido, enquanto ela continuava a chupar. Ele sabia que era para o estranho que ela gemia, por causa da intrusão na sua garganta, mas ele não se importou. O fogo em suas entranhas crescia.
Aline retirou-se subitamente, ofegante, saliva escorrendo de seu queixo. "Não quero ele gozar na minha boca," ela raspou. "Não hoje."
A voz do outro lado resmungou algo ininteligível, de frustração.
"Não goza," João ordenou, através do buraco. "Ela decide onde."
Seguiu-se um silêncio carregado. O pênis ainda estava lá, latejando, precioso.
Então, algo aconteceu no buraco superior. Uma sombra bloqueou a luz. E outro pênis emergiu.
Este era diferente. Negro. Muito negro, de um ébano puro e lustroso. Era colossal. Grossíssimo. A cabeça, grande e escura como uma ameixa madura, parecia não conseguir nem mesmo passar completamente pelo buraco. As veias eram cordas levantadas sob a pele. A base era cercada por uma mata densa e espessa de pelos pretos e crespos.
A mão de Aline voou para a boca. Seus olhos pareciam prestes a saltar das órbitas. "Meu Deus," ela escapou, um sussurro de terror reverencial.
Era a materialização de todos os seus vídeos, de todas as suas fantasias bêbadas. João sentiu um calafrio percorrer toda a sua espinha. Não era ciúme. Era um temor religioso.
O segundo homem não disse uma palavra. A presença dele era silenciosa, implacável. O membro simplesmente pulsou no ar, um convito mudo e inegável.
Aline olhou do magro e pálido para o colossal e negro. Olhou para João. Nos olhos dele, ela viu permissão total, desejo doentio, amor incondicional.
Nos olhos dele, ela viu permissão total, desejo doentio, amor incondicional.
Sua decisão foi instantânea, uma corrente elétrica percorrendo sua espinha. Ela afastou o homem branco com um empurrão brusco na base de seu pênis. “Chega de você,” ela disse para o buraco, a voz firme, sem emoção. O membro magro desapareceu com um ruído de protesto. Sua atenção total foi para o pilar negro que preenchia o outro orifício.
Aline não hesitou. Colocou as duas mãos em torno da base, sentindo a onda de calor e a pulsações poderosas. Era como segurar um animal vivo, uma coisa selvagem. Ela levou o rosto até ele, inalando seu cheiro—musgo, sal, pele limpa—diferente, melhor. Sua língua lambeu a cabeça enorme, testando o sabor acre e salgado do pré-gozo que já lubrificava a ponta.
“Meu Deus,” ela sussurrou, olhando para trás sobre o ombro, para João. “João… é perfeito.”
João se aproximou, ajoelhando-se novamente ao seu lado. Sua mão continuou a trabalhar entre suas pernas, seus dedos encontrando-a completamente encharcada. “Mostra pra ele, então. Mostra como uma puta boa faz.”
Ela gemeu, sua cabeça inclinando-se para trás no prazer de sua mão. Então, com uma fome repentina e voraz, ela abriu a boca e começou a engolir.
Era uma luta. Ela não podia nem chegar perto de levar tudo. Seus lábios se esticavam até doerem em torno da circunferência imensa. Suas mãos trabalhavam freneticamente na parte que sua boca não conseguia acomodar. O som era obsceno—engasgos molhados, gemidos roucos, a babinha escorrendo pelo seu queixo e pingando no vestido preto. Ela chupava com uma vontade animal, uma dedicação completa que nunca demonstrara nem em seus melhores dias com ele.
“É isso, essa é a minha puta,” João sussurrou no ouvido dela, sua voz trêmula de excitação. “Chupa esse pau preto, engole tudo.”
Aline parou, ofegante, o rosto brilhante de saliva. “Ele é… ele é o homem da minha vida, João. Esse aqui. Esse pau.” Ela riu, um som de pura e corrompida alegria. “Não tô brincando. Olha o tamanho dessa porra. É isso que eu quero dentro de mim.”
Do outro lado, o dono do membro finalmente falou. Sua voz era um baixo profundo e tranquilo que fazia a espuma da parede vibrar. “Você quer mesmo, nega?”
“Quero,” Aline gritou, não para o buraco, mas para o quarto, para o universo. “Eu quero isso dentro de mim agora. Chega desse jogo de buraco na parede.”
Ela se virou e agarrou o rosto de João com as mãos molhadas. “Acaba com isso. Chama eles pra dentro. Agora.”
João engoliu em seco. O ar saiu dos seus pulmões. Ele ergueu os olhos para o espelho bidirecional, imaginando as silhuetas do outro lado. Sua mente de engenheiro calculou rapidamente os riscos, as variáveis. A chave trancava a porta apenas por dentro. Ele levantou-se, as pernas fracas, e foi até a porta. Seus dedos encontraram uma trava de segurança, uma pequena alavanca que ele não notara antes. Ela controlava uma segunda porta, uma entrada interna para o corredor privativo dos clientes.
Ele olhou para Aline. Ela estava de volta ao buraco, lambendo o comprimento do membro negro como se estivesse devorando uma sorvete. Ela o olhou por cima do ombro, seus olhos implorando, ordenando. Era um ponto de não retorno.
João virou a alavanca. Um clique silencioso.
Quase imediatamente, a maçaneta da porta interna girou. A porta se abreu. Dois homens entraram.
O primeiro era mais velho, talvez sessenta anos, magro e pálido com uma barriga flácida pendurada sobre o cós de uma calça de moletom. Seu rosto estava coberto por uma máscara preta simples, mas seus olhos azuis, vidrados e famintos, eram inconfundíveis. Ele já estava segurando seu pênis magro, massageando-o.
O segundo homem preencheu o vão da porta. Era negro, jovem, com o torso nu revelando músculos definidos e uma densa mata de pelos no peito. Ele também usava uma máscara, cobrindo a ponte do nariz até o queixo. Seus braços eram grossos como postes. E seu pênis, agora em plena exibição, era ainda mais assustadoramente enorme de perto, um monumento de carne escura e veias salientes.
O quarto pareceu encolher. O ar ficou saturado com o cheiro dos corpos dos dois homens—o talco envelhecido do mais velho, o suor limpo e musgoso do mais novo.
O homem mais velho foi direto até Aline, ainda ajoelhada no banquinho. “Então você não queria só a boca, hein, safada?” ele rosnou, suas mãos ossudas agarrando seus cabelos pretos.
O homem negro parou ao lado de João, avaliando a cena. Seus olhos passaram de Aline, submissa e babando, para João, paralisado de mistura de terror e fascinação. Ele sorriu, os dentes brancos brilhando contra a máscara. “O marido assiste?” sua voz soou, uma batida grave.
João só conseguiu acenar.
Aline se virou, sacudindo a mão do homem mais velho. “Chega de você,” ela disse novamente, com autoridade. Seu olhar estava fixo no homem negro. “Você. Eu quero você.”
Ela se levantou, o vestido preto colado em seu corpo molhado. Ela caminhou até o sofá, os joelhos trêmulos mas determinados. Sentou-se na beirada, abriu as pernas e levantou o vestido até a cintura. A luz fraca iluminou o triângulo ensopado de seus pelos pubianos, os lábios inchados e rosados.
“Vem aqui,” ela ordenou.
O homem negro riu, um som profundo e satisfeito. Ele caminhou até ela, seu membro balançando com cada passo. Parou entre suas pernas abertas. Usando uma mão, ele guiou a ponta colossal até sua entrada. Ele não pediu permissão. Não houve preliminares.
Aline prendeu a respiração. Seus olhos se encontraram com os de João. Neles, ele viu um último lampejo de medo antes de uma resolução absoluta tomá-la.
Ele a penetrou.
Aline gritou. Um som gutural, rasgado, de dor e triunfo. Sua cabeça jogou-se para trás, seus músculos do pescoço tensionando-se como cordas. O homem negro enterrou-se nela com um único movimento poderoso, impossivelmente fundo. O corpo de Aline curvou-se no sofá, seus dedos cavando nas almofadas de couro.
“Porra,” ela gritou, os olhos arregalados. “Caralho, isso doi… isso é bom… não para…”
João caiu de joelhos no chão, ao lado do sofá. Seu próprio desejo era uma dor branca e quente. Ele assistiu, hipnotizado, enquanto o homem negro começou a se mover. Cada bombeada era um evento violento e lindo. O som de suas coxas batendo contra as suas, da umidade escandalosa, dos gemos roucos de Aline que já não pareciam humanos.
O homem mais velho chegou perto, seu pênis murcho flácido de repente. “Eu também quero uma,” ele resmungou, agarrando o cabelo de Aline novamente.
Antes que João pudesse reagir, o homem negro soltou uma mão do quadril de Aline e empurrou o homem mais velho com força. “Sai daqui, velho. Essa aqui é minha hoje.”
O homem mais velho cambaleou, resmungando, mas recuou para um canto, sua mão voltando a se mover em seu próprio membro, seus olhos grudados na cena.
O homem negro voltou sua atenção para Aline, aumentando o ritmo. Suas mãos grandes agarravam seus quadris, levantando-a para encontrar cada investida. “Gosta desse pau preto, branquinha?” ele rosnou.
“Amo,” Aline chorou, seu rosto contorcido em êxtase. “Amo essa rola enorme. Enche sua vadia.”
João não pôde mais suportar. Sua mão voou para o zíper de sua calça. Ele o puxou para fora, já latejante e duro. Ele começou a se masturbar freneticamente, seus olhos grudados no ponto onde seus corpos se encontravam, onde a carne escura e grossa desaparecia repetidamente na dela, palidamente iluminada.
João começou a sentir que o velho de pau duro se aproximava dele, cada vez mais perto.