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Desejo Invertido

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Um romance no Brasil, em português brasileiro. Um casal branco comum de 30 e poucos anos de idade e 10 anos de casado está em um momento tenso do relacionamento. João sabe que Aline é linda e maravilhosa, mas ela não tem libido quase que nenhum. Ele então, buscando apimentar o relacionamento, convence ela a entrar numa jornada de construção sexual. Ele apresenta para ela brinquedos, compro hormônios online, fazem academia, criam rotinas de masturbação solitária, assistem filmes eróticos juntos e tanto quanto possível para acender, de alguma forma, o desejo em Aline. Aline começa a gostar da coisa, e ao invés de sexo, que segue negando, ela começa a curtir provocar João e fazer dele submisso dos seus desejos. História sobre fantasia de transformação, traição (NTR), masturbação, submissão, pornografia, provocação, inseminação, interracial e brinquedos eróticos.

Chapter 4: O Climax Negro

A mão do velho fechou sobre o ombro de João, os dedos ossudos como garras. Seu cheiro de loção barata e roupa guardada inundou as narinas de João, uma nuvem de mofo que se misturou ao suor do homem negro e ao perfume doce e metálico do sexo de Aline. João tentou se afastar, mas estava preso, ajoelhado, seus olhos grudados no espetáculo à sua frente, sua própria mão trabalhando seu pau num ritmo frenético e automático.

"Bonito, né?" o velho sussurrou, sua voz um chiado úmido próximo ao ouvido de João. A língua dele, quente e áspera, tocou o lóbulo da orelha de João. "Sua mulherzinha branquinha levando ferro de preto. É disso que você gosta, safadinho? É por isso que trouxe ela pra cá?"

João gemeu, não de prazer, mas de um desespero humilhado e erótico. Sim. Era exatamente por isso. Ele assentiu, um movimento minúsculo e trêmulo.

O velho riu, um som de catarro no fundo da garganta. Sua mão desceu pelas costas de João, arranhando levemente através da camiseta, até a cintura da calça. Os dedos encontraram a pele suada acima do cós. "Olha só pra ela. Olha como ela tá entregue. Nunca fez isso com você, fez?"

No sofá, Aline estava transformada. Seus olhos reviravam de prazer, sua boca aberta num "O" contínuo e mudo enquanto o corpo negro batia nela com uma força brutal e rítmica. Suas mãos agarravam os braços musculosos do homem, suas unhas cravando na pele escura, deixando marcas brancas instantâneas. Ela gritava a cada investida, um grito rouco e gutural que não tinha mais nenhum vestígio da mulher contida que entrara naquela cabine.

"Ele tá me arrombando, João!" ela gritou, sua voz distorcida pelo êxtase. "Tá abrindo tua putinha todinha! Tá sentindo?"

O homem negro sorriu, um flash de dentes brancos contra a máscara. Ele inclinou-se para frente, apoiando uma mão na parede atrás do sofá, mudando o ângulo. A nova posição fez Aline uivar. "Tá gostando, branquinha? Me fala."

"Tô! Porra, tô gostando! É muito bom, não para, por favor não para!" suas palavras saíam entre gemidos, desconexas. Ela virou a cabeça, seus olhos baços encontrando os de João. Havia uma centelha de consciência ali, de crueldade. "Você tá vendo, seu corno? Tá vendo como ela goza de verdade? É com um pau desse, não com a migalha que você tem!"

As palavras atingiram João como um soco no estômago. Ela nunca o chamara disso. Nunca. Uma dor aguda e deliciosa rasgou seu peito. Ele sentiu seu próprio pau pulsar violentamente na sua mão, um jato de pré-gozo escorrendo pela cabeça.

O velho aproveitou a fraqueza. Sua mão invadiu a calça de João, os dedos frios e ásperos encontrando seu escroto, apertando com uma familiaridade repulsiva. "Ela tá certa," o chiado no seu ouvido continuou, mais íntimo agora. "Olha o tamanho desse negão. Destruindo a buetinha apertada dela. Vai ficar larga pra sempre agora. Nunca mais vai sentir o seu." A mão do velho subiu, envolvendo o pau de João, tirando sua própria mão do caminho. Os dedos dele eram surpreendentemente ágeis, uma punheta rápida e suja, sincronizada com as investidas do homem negro em Aline.

João não resistiu. Seu corpo curvou-se para frente, um gemido escapando de seus lábios. Era a mais profunda, a mais suja traição. Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ele assistia a esposa que conhecia desde a adolescência ser possuída por um estranho enorme, enquanto um outro estranho velho e fedorento o masturbava no chão imundo. A vergonha era um combustível líquido, derramado diretamente em suas veias.

"É isso, corno manso," o velho sibilava. "Goza vendo sua mulher virar a puta de um preto. É só isso que você presta."

No sofá, o ritmo do homem negro acelerou. Seus quadris batiam contra Aline com um som de carne contra carne que ecoava na cabine. Ele puxou o cabelo dela para trás, arqueando seu pescoço. "Vou gozar dentro dessa buceta branca, vadia. Vou encher ela de leite preto."

A resposta de Aline veio como um grito, claro e cristalino no meio da cacofonia: "Goza! Porra, goza dentro de mim! Me enche! Quero sentir teu leite quente, quero carregar um filho teu! Faz de mim a puta do teu filho!"

O mundo parou para João. A revelação cortou através do nevoeiro de prazer e humilhação. Um filho. Ela nunca quisera um filho dele. A conversa sempre terminara em brigas silenciosas, em comprimidos anticoncepcionais tomados religiosamente. E agora, ali, naquela cova fedorenta, ela gritava isso para outro homem.

O homem negro rugiu, um som animal que vinha do fundo do peito. Seu corpo enrijeceu, os músculos do abdômen contraindo-se como cordas. Ele enterrou-se até o fim em Aline, imóvel, tremendo. Seu rosto estava voltado para o teto, os olhos fechados atrás da máscara. Um gemido longo e gutural escapou dele.

Aline gritou junto, um som de triunfo e agonia. Seu corpo estremeceu violentamente, as pernas trêmulas se encurvando no ar. Seus dedos agarravam os braços dele com tal força que os nósodos ficaram brancos. "Sim! Isso! Goza, meu amor, goza tudo dentro da tua vadia!"

Foi a palavra "amor" que finalmente quebrou algo dentro de João. Um soluço convulsivo sacudiu seu corpo. A mão do velho em seu pau acelerou, implacável.

"Vê só," o velho cochichou, frenético. "Ela chama ele de amor. Ela é dele agora. Você é só um corno que paga as contas. E ela é muito gostosa mesmo!" o velho completou, tirando a mão do pênis de João para ele não gozar, e descendo delicadamente para o cu dele, que se abriu ao contato e a conversa.

O dedo do velho, seco e áspero como uma raiz, encontrou o orifício tenso de João. A pressão foi um choque gelado, uma invasão que fez o ar escapulir dos pulmões de João em um sibilante “ah”. O medo transformou-se instantaneamente em uma rendição líquida, seu corpo cedendo antes mesmo que sua mente pudesse protestar. O músculo relaxou-se, abrendo-se sob o toque insistente, convidando o dedo para dentro.

Do sofá, veio um som diferente. O gemido alto do homem negro mudou para um suspiro profundo e satisfeito. Ele havia parado de se mover, seu corpo monumental imóvel, ainda profundamente enterrado em Aline. Suas mãos grandes, antes brutalmente agarradas aos quadris dela, deslizaram para sua cintura, numa pose quase possessiva.

“Ainda falta uma hora, gata,” ele disse, sua voz um rugido baixo e íntimo. “Vamos curtir.”

Ele levantou-a suavemente, seu membro colossal saindo dela com um som úmido que fez Aline gemer. Ela estava mole, derretida, mas seus olhos ardiam com um fogo renovado. Com um esforço, ela se ajoelhou no sofá, sua saia amassada e o vestido desarrumado. Ela colocou as mãos em seus ombros largos.

“Vem cá,” ela ordenou, puxando-o para um beijo.

Não foi um beijo selvagem ou dominante. Foi lento, profundo, exploratório. Seus lábios se encontraram com uma ternura que parecia dissonante naquele lugar. A língua dela procurou a dele. Suas mãos subiram para o rosto dele, os dedos tracejando a linha de sua mandíbula acima da máscara. Ele correspondeu ao ritmo, uma de suas mãos entrelaçando-se em seus cabelos negros, puxando suavemente sua cabeça para trás.

Enquanto isso, o velho, ainda ajoelhado atrás de João, puxou-o para trás com uma força surpreendente. João caiu para trás, suas costas contra o peixo ossudo do homem. A sensação era repulsiva e acolhedora ao mesmo tempo. O braço magro do velho envolveu seu torso, prendendo-o.

“Isso, meu bonitinho,” o velho sussurrou, seu hálito azedo pairando no pescoço de João. “Relaxa e olha só pra sua mulher. Olha como ela beija o pau preto dela.”

O dedo dentro de João aprofundou-se, movendo-se com uma curiosidade lenta e lasciva. João tentou focar na dor, na invasão, mas seus olhos foram puxados irresistivelmente para o sofá. Aline estava agora sentada no colo do homem negro, seu vestido arredondado em seus quadris. Ela o guiou para dentro dela novamente, descendo lentamente, seus olhos fechados em êxtase concentrado. Foi uma posição íntima, de união, seu rosto a centímetros do dele.

“Me ama?” Aline perguntou entre um beijo e outro, sua voz rouca e quebrada. “Me ama nesse momento?”

“Te amo nessa buceta,” o homem negro respondeu, seus quadris levantando-se para encontrá-la. O movimento era deliberado, uma rotação profunda que fazia Aline arquear as costas.

“É isso,” ela gemeu. “Ama sua puta. Eu sou tua. Só tua agora.” Ela começou a se mover sobre ele, um vai-e-vem lento e sensual, seus músculos internos trabalhando. “Quero esse pau pra sempre. Dentro de mim. Todo dia.”

O velho acrescentou um segundo dedo ao cu de João. A queimadura foi aguda, mas a mão em seu peito acariciava suavemente, uma contradição que atordoava a mente de João. Ele estava dividido ao meio: a metade inferior invadida, a superior compelida a testemunhar a transformação de sua esposa.

“Ela quer um filho dele,” o velho cochichou, seus lábios arrepanhados tocando a cartilagem da orelha de João. “Você ouviu. Vai dar um neto pra mim, corno? Um netinho moreno?” Ele riu baixinho, seus dedos começando um movimento de vai-e-vem lento e penetrante. “Você vai criar, né? Vai pagar a escola, a faculdade. Vai ser um bom pai… pro filho do leite do preto dela.”

As palavras eram punhais torcidos, cada uma girando na ferida aberta do desejo mais sombrio de João. Ele não conseguia desviar o olhar. Aline estava cavalgando o homem negro agora, suas mãos enlaçadas atrás do pescoço dele, seus rostos colados.

“Me faz um filho,” ela suplicava entre beijos molhados, seu hálito rápido contra a boca dele. “Me enche, me engravida. Eu quero carregar você dentro de mim pra sempre. Me dá uma vida com esse pau.”

O homem negro agarrou suas nádegas, ajudando o ritmo lento e profundo. “Vou dar, branquinha. Vou deixar você toda cheia de mim.”

A cena tinha uma lentidão hipnótica. Não era mais sobre foda animal; era sobre posse, uma cerimônia perversa de entrega total. Aline não era mais apenas sua esposa experimentando algo novo. Ela era uma devota venerando seu deus. Cada movimento dela era uma oração, cada palavra um voto.

O velho sentiu o corpo de João tremer contra o seu, não de repulsa, mas de uma excitação avassaladora. Sua mão deixou o peito de João e desceu para seu pau, que estava duro e latejante novamente. Ele começou a masturbá-lo com uma mão, enquanto os dedos da outra mão continuavam seu trabalho lento e intrusivo no cu.

“Ela é linda assim, né?” o velho murmurava, observando Aline junto com João. “Toda entregue. Já era. Ela nunca mais vai te ver como homem.” Seus dedos no ânus de João encontraram um ponto que fez os olhos de João se arregaçarem. Um choque de prazer proibido, direto da espinha. Um gemido escapou dos lábios de João.

No sofá, Aline ouviu. Ela virou a cabeça, seu rosto brilhante de suor e paixão. Seus olhos encontraram os de João, vidrados e embaçados. Um sorriso lento, tão íntimo quanto um beijo, se espalhou em seus lábios.

“Está gostando, amor?” ela perguntou para João, sua voz doce e envenenada. “Está gostando de ver sua esposa sendo feita mulher de verdade?”

Ela então voltou-se totalmente para o homem negro, mergulhando em outro beijo profundo. Seu movimento acelerou imperceptivelmente, sua respiração tornando-se ofegante. O homem negro a segurava firme, seus músculos tremendo com o esforço de se conter.

O velho aumentou o ritmo de ambas as mãos. O dedo no cu de João estava agora em um vai-e-vem suave e constante, acertando aquele ponto com precisão cruel. A mão em seu pau trabalhava com uma pressão firme e familiar.

“Vamos juntos, corno,” o velho sussurrou, sua voz agitada. “Vamos gozar com eles. É isso que você quer, não é? Ser só um espectador que goza vendo?”

A pergunta era retórica. João já estava lá. Sua mente se dissolveu em uma sopa branca de sensações: a visão de Aline implorando por uma criança de outro homem; a sensação dupla de invasão e prazer em seu próprio corpo; o cheiro do sexo, do suor velho, da humilhação doce. Ele estava à beira, seu corpo um arco tenso contra o peito ossudo do velho.

Ele estava à beira, seu corpo um arco tenso contra o peito ossudo do velho.

Mas o velho suspendeu o movimento.

A mão no pau de João parou. Os dedos no seu ânus se imobilizaram. O velho soltou um suspiro intencional, teatral, contra seu pescoço. “Não tão rápido, meu novinho,” ele sussurrou. “A gente só começa quando eu digo.”

A retirada foi violenta. A ausência de toque, após a intensidade, foi como uma queda no gelo. João soltou um gemido de frustração, seus quadris pulsando no ar vazio. No sofá, o ritmo também havia diminuído; Aline e o homem negro estavam travados em um embalo lento e profundo, quase estático, seus olhos fechados, compartilhando a mesma respiração ofegante.

“Vem,” o velho ordenou, sua voz perdendo a roupagem sussurrante, ganhando uma autoridade áspera.

Ele empurrou João para frente, obrigando-o a se levantar do chão de joelhos. As pernas de João falharam, bambas, e ele caiu sentado no vinil úmido. O velho então se arrastou para trás, até o sofá velho e manchado, sentando-se com um grunhido. Suas pernas magras e pálidas se abriram.

“Aqui,” ele disse, batendo na sua coxa.

João olhou. O homem no sofá ainda possuía Aline, seus movimentos agora um vai-e-vem adormecido, hipnótico. Aline abriu os olhos, seus olhos encontrando os de João. Estava tudo ali: um convite, um desafio, uma ordem. Ela mordeu o lábio inferior e deu um pequeno aceno, quase imperceptível.

João se arrastou. O chão grudou em seus joelhos. Ele se posicionou entre as pernas abertas do velho, de costas para ele, seu rosto ainda voltado para o sofá, para o vislumbre de seu próprio casamento se desfazendo em cores vibrantes. As mãos do velho, fortes e ossudas, puxaram-no para trás, até que suas costas repousassem contra o torso frágil. Ele estava sentado no colo do homem, completamente envolvido por seu cheiro azedo.

“Isso,” o velho aprovou, acariciando os lados do pescoço de João com polegares ásperos. Seus lábios, rachados e secos, encontraram a pele quente abaixo da orelha de João.

João estremeceu. Não era um beijo de paixão, mas de posse. O toque era lascivo, experimental, a língua do velho traçando a linha de seu músculo estirado. “Tão tenso,” ele murmuriou contra a pele. “Relaxa, corno. Apenas aproveite o show.”

Uma das mãos do velho desceu, encontrando o pau latejante de João, começando uma punheta lenta e promissora. A outra mão saiu de vista. João sentiu o toque gelado e escorregadio do lubrificante, um bocado sendo pressionado contra seu ânus. Seus músculos se contraíram automaticamente.

“Shhh,” o velho sibilou, sua boca ainda no pescoço de João. “Olha para ela. Olha como ela está feliz.”

Aline estava começando a se mover novamente, seus quadris girando lentamente, um sorriso intoxicado em seu rosto. Ela olhava diretamente para o rosto do homem negro, sua mão acariciando a barba por fazer dele acima da máscara. “Eu nunca senti algo assim,” ela disse, sua voz um fio de mel rouco. “Nunca.”

O dedo lubrificado do velho pressionou contra o orifício de João, e desta vez, sem aviso ou cerimônia, entrou. A intrusão foi um fogo cortante, um rasgo íntimo que arrancou um grito abafado de João. Ele arqueou as costas, seus dedos cavando nas próprias coxas.

“Fica quieto,” o velho ordenou, sua voz perdeu toda a doçura. O dedo começou a se mover para dentro e para fora, um pistão cruel e lubrificado. A dor inicial cedeu a uma pressão profunda e estranha, um preenchimento que ia contra tudo que seu corpo conhecia. A mão no seu pau acelerou o ritmo, sincronizando com o movimento do dedo.

No sofá, o homem negro prendeu o rosto de Aline entre suas mãos grandes. “Você é minha agora,” ele disse, cada palavra como uma marca. “Sua buceta é minha. Sua boca é minha.”

“Sim,” Aline chorou, seus movimentos se tornando mais frenéticos. “Eu sou! Sou toda sua!”

Ela não estava mais performando para João. Ela estava completamente perdida, consumida. O homem negro enterrou o rosto no pescoço dela, seus quadris começando a martelar nela novamente com uma força renovada. O som era brutal, úmido, primitivo.

O velho acrescentou um segundo dedo ao ânus de João. A queimadura foi intensa, uma sensação de estar sendo partido ao meio. Lágrimas escorreram pelos rostos de João, misturando-se ao suor. Ele não conseguia desviar o olhar. A visão de Aline, sendo possuída com tamanho abandono, misturava-se com a sensação de estar sendo violado por trás. Era uma humilhação completa, total, e seu corpo reagiu com uma onda avassaladora de excitação vergonhosa.

“Vou te dar o que você quer, corno,” o velho grunhiu no ouvido dele, seus dedos abrindo-o, preparando-o. A punheta era agora uma ação bruta e eficiente. “Vou te fazer uma mulher de verdade também.”

João sentiu a ponta de algo muito maior, muito mais duro e mais quente que os dedos, pressionando contra ele. A cabeça do pau do velho. Seu corpo inteiro se debateu, um surto final de pânico.

O velho simplesmente o prendeu com mais força. Aline, no sofá, prendeu os olhos de João. Seu rosto estava contorcido pelo prazer, mas seus olhos estavam lúcidos, claros. Ela assentiu para ele, uma vez, um comando silencioso.

João soltou todo o ar de seus pulmões. Sua resistência foi embora. Ele relaxou.

O velho empurrou.

A dor foi branca, aguda, como ser empalado por uma barra de ferro quente. João gritou, um som rasgado que se perdeu no gemido alto e prolongado de Aline. O velho não parou. Ele continuou empurrando, uma invasão implacável e lenta, até que seus quadris ossudos colidiram com as nádegas de João. Ele estava completamente dentro.

O mundo desfocou. A dor persistia, uma faixa em brasa em seu centro, mas algo mais brotava dela. Uma sensação de preenchimento absoluto, de aceitação profana. O velho não se moveu por um longo momento, apenas ofegou, sua barriga inflando e esvaziando contra as costas de João.

“Caralho,” o velho suspirou, sua voz cheia de uma admiração rouca. “Que delícia.”

Então ele começou a se mover. Foi um vai-e-vem inicialmente lento e experimental. Cada movimento era uma nova descoberta de dor e prazer. As mãos do velho agarravam os quadris de João, usando-o como uma coisa, um objeto. A mão no seu pau tinha parado, agora apenas segurava a base, sentindo o tremor que percorria o corpo inteiro de João.

João não conseguia pensar. Tudo era sensação: a carne invadindo-o, as unhas cravando-se em seus quadris, o som do sexo violento no sofá à sua frente. Aline estava gritando de novo, palavras sem sentido, êxtase puro. O homem negro a segurava pelos quadris, levantando-a e deixando-a cair sobre seu membro colossal, usando-a sem piedade.

“Me enche!” Aline gritou, sua voz estridente. “Me dá teu leite, amor! Me engravida!”

Foi o gatilho. O homem negro soltou um rosnado feroz, seu corpo enrijeceu. Ele espetou-se profundamente nela e ficou ali, imóvel, tremendo. Seu rosto estava enterrado no pescoço dela. Um longo gemido gutural ecoou na cabine.

A visão deles, unidos no clímax, combinada com a sensação do velho enfiando-o mais fundo, foi demais. Uma corrente elétrica percorreu a espinha de João. Sua própria orgasmo explodiu sem aviso, sem toque direto. Jatos quentes de sêmen pintaram o chão de vinil à sua frente, violentos e incontidos. Ele gritou, seu corpo sacudindo em espasmos violentos contra o torso do velho.

O velho sentiu as contrações apertando-o por dentro e isso o levou ao limite. Ele enterrou-se uma última vez em João, sua unha suja cravejando a carne da coxa de João, e gemeu, um som rouco e cansado. João sentiu a pulsação quente e profunda dentro de si, um enchimento estranho e repulsivo que finalizou sua violação.

Por um momento, houve apenas o som da respiração ofegante, os cheiros densos de sexo e suor. O homem negro afastou-se lentamente de Aline, seu membro saindo dela com um som glutinoso. Ele caiu sentado no sofá, exausto.

Aline desmoronou ao lado dele, pernas abertas, um rastro de fluidos escorrendo por sua coxa interna. Ela olhou para João, seus olhos pesados e satisfeitos. Um sorriso lento e íntimo surgiu em seus lábios inchados.

O velho saiu de João, deixando-o vazio e dolorido. João caiu para o lado no chão frio, incapaz de se sustentar. Ele chorou silenciosamente, seu corpo tremendo de choque e exaustão.

Aline se moveu primeiro. Com uma languidez sensual, ela se ajoelhou no chão diante do homem negro. Com as mãos e a boca, ela o limpou com uma reverência que partiu o que restava do coração de João. Então, com um gesto possessivo, ela estendeu a mão para o celular dele, que estava no bolso da calça jogada no chão.

“Passa o número,” ela disse, sua voz ainda rouca, mas assertiva.

O homem negro, respirando pesadamente, apenas assentiu e digitou algo no telefone dela.

João, ainda tremendo no chão, sentiu um toque em seu ombro. O velho, já com as calças arregaçadas, oferecia um pedaço de papel amassado. Um número de telefone estava escrito à mão. “Para a próxima,” o velho disse, seu sorriso revelando dentes amarelos.

João pegou o papel com dedos trêmulos. Sua mão fechou-se sobre ele, as bordas cortando sua palma.

Eles se vestiram em silêncio, o ar na cabine agora frio e carregado. Nenhuma palavra foi trocada com os homens. O velho apenas assentiu e saiu primeiro, cambaleando. O homem negro deu um tapinha na bunda de Aline, vestiu-se e foi embora sem olhar para trás.

No corredor escuro, o ar condicionado gelado fez a pele de João arrepiar. Aline caminhava na sua frente, os quadris balançando com uma confiança nova, o vestido preto ainda manchado e amarrotado. Ela não olhou para trás para ver se ele a seguia.

O carro deles estava no fundo do estacionamento vazio, sob uma luz de vapor de sódio amarela e cansada. O silêncio dentro dele era absoluto.

Aline abriu a porta do passageiro, mas não entrou. Ela se apoiou no capô, encarando o rosto pálido e arruinado de João refletido no vidro escuro. Então, ela se virou.

Seus olhos encontraram os dele. Não havia triunfo, nem vergonha. Havia apenas um cansaço profundo e uma nova distância, como se ele fosse um estranho que ela havia contratado para um serviço.

Ela se aproximou. Seus lábios, ainda inchados e vermelhos, encontraram os dele. O beijo não foi doce ou apaixonado. Foi seco, rápido, um selo de propriedade. Tinha o sabor salgado do suor dela, o amargo do sêmen do homem negro, e a queimadura distinta do lubrificante.

Ela então entrou no carro e fechou a porta.

João ficou parado sob a luz amarela, o papel amassado com o número do velho queimando em seu bolso, o sabor do beijo em seus lábios. O motor do carro ligou, um rosnado impaciente na noite silenciosa.

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